Sábado, 17 de Janeiro de 2009

"Conferência de Imprensa atrás de conferência de imprensa. É desta forma que o pacato quotidiano de Viana do Castelo vem a assistir à luta política em torno do referendo que decidirá, ou não, o futuro da integração do concelho na Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM).

Só no espaço de pouco mais de uma semana foram agendados seis encontros com os media por parte dos movimentos de cidadãos e partidos políticos constituídos para o referendo local de 25 de Janeiro. Sempre para desmentir o corrigir a facção contrária, ou até para lançar novas informações sobre os benefícios ou prejuízos da não integração na CIM.

Nesta verdadeira maratona de conferências de imprensa, ...".

DN - ontem.

 

As Conferências de Imprensa (C.I.), como instrumento de comunicação, permitem que indivíduos ou entidades, através dos meios de comunicação social, partilhem uma informação para os diversos públicos com os quais se relacionam. 

São, nesse sentido, também uma fonte de informação para os jornalistas, que têm aí a possibilidade de obter, de viva voz, uma declaração que, à partida, deve ser importante. 

Enquanto indivíduo/entidade, não abuse das C.I..

 

Aqui ficam alguns conselhos:

 

- Convoque os jornalistas apenas quando tiver algo importante a dizer (caso contrário, qual fábula do Pedro e do Lobo, quando realmente for importante, se calhar a sala estará vazia...); 

- Não se esqueça de pormenores importantes, como o dia, hora, local (juntar croqui se necessário), tema e participantes; 

- Os participantes não devem ser as segundas linhas. Avançe com o responsável e com os especialistas nesse assunto; 

- O assunto tanto pode ser uma novidade como um esclarecimento sobre um facto recente; 

- Não embeleze a realidade. Diga a verdade, mesmo que ela possa ser desfavorável; 

- Escolha o dia e a hora em função dos orgãos de comunicação social que poderão estar presentes. Realizar uma C.I. à noite pode comprometer a saída da informação no dia seguinte; 

- Tente perceber se não existe nenhuma iniciativa concorrente no mesmo dia/hora, que possa dispersar os jornalistas;  

- Atenção ao local onde ficará a mesa para o(s) orador(es). Se estiverem fotógrafos, um vidro por trás não é aconselhável; 

- Complemente a C.I., com a entrega no local de diverso material (Press-Release sobre o tema, e outras informações que servirão de background, como a história de empresa, se for o caso, fotos, etc.); 

- Um responsável pela comunicação deverá fazer a introdução, explicando as regras mínimas sobre a sessão (quem falará e por que ordem, a gestão das questões a colocar pelos jornalistas, hora de encerramento). Será ele também a encerrar a C.I.; 

- Não se desvie do assunto que motivou a C.I.. Isso significa, não só não avançar com temas não previamente anunciados (quase sempre sem importância no momento), como também não permitir questões laterais, que desvirtuarão completamente o propósito inicial; 

- As intervenções devem ser claras e sem margem para dúvidas. Evite discursos longos, com pouco sumo. Haverá sempre a possibilidade, caso isso tenha sido previsto, de declarações no local, individualmente com os jornalistas interessados. É isso que torna a informação diferente entre eles. Preveja um local mais reservado para essa eventualidade; 

- Se não souber a resposta a uma pergunta, não invente. Haverá sempre a possibilidade de um contacto posterior; 

- Se o assunto for complexo, complemente o que dirá, com a apresentação de um powerpoint; 

- Faça o trabalho de casa. Ou seja, procure prever as perguntas. Se isso acontecer, diminuirá a probabilidade de ser apanhado desprevenido, além de se sentir melhor preparado; 

- Não tem o hábito de falar à Comunicação Social? Treine!; 

- A C.I. é para jornalistas. Não faça dela uma sessão para ter na plateia metade da empresa; 

- Não se esqueça que após a C.I., o trabalho não acabou: avalie como correu; actualize os ficheiros de jornalistas; envie documentação adicional, aos presentes, caso se justifique; envie toda  documentação para os ausentes; faça os recortes de imprensa sobre a sessão;

- Por fim, nunca se esqueça: a decisão de cobertura da sua C.I. compete sempre aos jornalistas. Não a si!

 

 



publicado por notasdeabrantes às 14:37 | link do post | comentar | favorito

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