Domingo, 28 de Setembro de 2008

A família na política, é uma questão de quando em vez aflorada.

Existem políticos para quem a "família não entra" (José Sócrates, por exemplo). No extremo oposto, existem os que fazem disso uma questão instrumental. Dá votos. Puxa ao sentimento. Amacia o político.

Pelo meio, existem ainda aqueles para quem essa "convivência" é natural, genuína. E isso facilmente percebe-se.

Quando o Congresso dos Trabalhistas britânicos, é marcado pela presença (e discurso) da mulher de Gordon Brown, só podemos estar perante a segunda hipótese.

Brown, como seria de esperar, retirou proveito da novidade (até então zeloso da sua privacidade familiar). As capas dos jornais britânicos, ao darem à estampa o casal, provaram o "veneno" lançado pela equipa trabalhista. 

Ora, é isto que considero ser uma questão lateral. O conteúdo do Congresso não foi importante, mas sim este embrulho. Desta forma, o efeito será efémero.

 

A segunda questão lateral prende-se com o jornal Sol. Até há bem pouco tempo, José António Saraiva impunha a sua vontade como director, ao não permitir ofertas "acopladas" ao seu jornal (prática disseminada pela generalidade da imprensa portuguesa).

Aproveitando o pretexto de ser o aniversário do jornal, a edição nº 106 (bem como a seguinte, saída ontem) ofereceu um filme infantil.

Saraiva cedeu entre o que era a sua concepção de mercado e aquilo que esse mesmo mercado deseja (hoje em dia).

Mais uma vez, o embrulho prevaleceu sobre o conteúdo.

 

Finalmente, um facto central. Segundo o jornal Primeira Linha, o PSD abrantino não se opõe ao processo de geminação da nossa cidade com a japonesa Hitoyoshi.

Contudo, e julgo que bem, para cimentar melhor a relação que agora se inicia, sugere a inclusão em próxima visita ao Japão, de diversos agentes, como a Nersant, Associação Comercial, ESTA.

As geminações devem ser úteis a ambas as partes, pelo que um envolvimento mais alargado só pode ser benéfico.



publicado por notasdeabrantes às 17:31 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Em política (especialmente em períodos de campanha), é comum atribuir-se a expressão "mudança" às oposições (veja-se Obama nos EUA).

Ao poder, são conotados conceitos como força, razão, estabilidade, obra, entre outros.

Na "rentrée" do passado sábado, o PS inovou ao "roubar" a expressão ao Partido Social Democrata.

Mais do que o conteúdo, ou a massa humana presente (9, 12 ou 15 mil, conforme as fontes!), julgo mesmo que o slogan A Força da Mudança terá sido o facto mais marcante do comício em Guimarães.

Aqui, os socialistas marcaram pontos, ocupando o espaço para o futuro, criando mais um desafio (comunicacional) para a liderança laranja.

A cerca de um ano das eleições, será curioso observar se alguém "no lado natural", fará uso do conceito.

A expectativa é válida, tanto para as legislativas, como para as autárquicas.

Aguardemos.



publicado por notasdeabrantes às 21:29 | link do post | comentar | favorito

Domingo, 21 de Setembro de 2008

 

...feliz e contente. Por poder, no futuro, dizer umas coisas.

Não levem a mal. É só até a roupa secar.



publicado por notasdeabrantes às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

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