Sábado, 29 de Novembro de 2008

Dei hoje de caras, na banca do costume, com o Jornal Primeira Linha.

Depois de um mês de interregno, salvo erro, é com satisfação que vejo a edição nº 555.

Como leitor assíduo, esta é, seguramente, uma boa notícia.

Abrantes precisa de um jornal semanal, de informação generalista.

Tomo como certo o carácter semanal do mesmo, embora essa informação tenha "caído" da capa (permanece na ficha técnica).

Um reparo para o novo director (Mário Rui Fonseca): porque não foi dada uma explicação para esta paragem momentânea? Os leitores mereciam.

 

P.S.: Não tive acesso à edição nº 554, pelo que posso estar a cometer uma imprudência.

 

Quanto ao resto, força!

 



publicado por notasdeabrantes às 17:09 | link do post | comentar | favorito

Fernando Cunha, treinador de futebol, criou o projecto Focusbol. Consiste, segundo o próprio, em conjugar todos os intervenientes da modalidade, a saber: presidente, jogadores, treinadores e adeptos.

Cunha, diz ao Diário de Notícias, que "toda a gente deve envolver-se na construção de uma estratégia. O focusbol reúne o melhor de cada um. A participação é fundamental, nomeadamente dos jogadores."

"É imprescindível que presidente e treinador definam os objectivos a atingir, em seguida há um processo de identificação. O focusbol ajuda a identificar as deficiências do clube".

O grande segredo do focusbol, diz, está na mudança de mentalidade dos jogadores, que devem ter um papel mais activo na planeamento das estratégias da equipa.

"Hoje, os futebolistas estão mais preocupados em colocar em prática o que o treinador lhes enfia na cabeça do que em desfrutar do prazer de ganhar. Muitos jogadores pensam que não percebem nada de futebol e os treinadores quando chegam aos balneários julgam-se os senhores absolutos. Quando um treinador pede ideias para jogar melhor, o jogador retrai-se e se algum fala ainda é olhado de soslaio pelos colegas. No balneário, treinadores e jogadores têm de construir a estratégia. É preciso que todos falem. O técnico é apenas o garante de que aquilo vai funcionar."

 

Pois bem, caro leitor. O que lhe peço agora é que faça as seguintes correspondências:

presidente=presidente

treinadores=directores

jogadores/futebolistas=restantes colaboradores

clube=empresa

 

Simples, não é?



publicado por notasdeabrantes às 16:31 | link do post | comentar | favorito

"Passar uma mensagem não depende necessariamente do número de vezes que é repetida, mas da forma como é anunciada."

Editorial do Semanário Económico - hoje.



publicado por notasdeabrantes às 12:20 | link do post | comentar | favorito

Sábado, 22 de Novembro de 2008

"Descobriu cedo que a comunicação é a alma e a arma do negócio. Mário Nogueira, 50 anos - um quarto como sindicalista dos professores -, sabe há muito que tem de passar a mensagem, de se fazer ouvir, de passar na rádio, na televisão e na imprensa. Os seus dias são por isso uma azáfama mediática. Na quinta-feira, dia do Conselho de Ministros extraordinário para tratar do problema da avaliação, chegou cedo à RTP para ser entrevistado. Voltou, horas mais tarde, para comentar em directo para a RTPN a conferência de imprensa da ministra. E fez logo um "três em um": mal saiu do estúdio, foi directo à secretária de Judite de Sousa, com quem falou para a "ajudar" a preparar a entrevista que Lurdes Rodrigues lhe daria à noite. Uma jornalista da Antena Um aguardava na fila para uma entrevista destinada ao noticiário da hora certa. Aproveitou e marcou logo presença. São três "passagens de mensagem" num só edifício.

Missão cumprida, Mário Nogueira sai, de carro, cumprimentando o segurança da RTP que, por o conhecer de ginjeira, já dispensa apresentações. Segue para a SIC, para o Jornal das Nove. Às 23 horas, regressa à RTP para participar no "Corredor do Poder". Voltará no dia seguinte, às oito menos dez da manhã, à mesma estação de televisão.

Nos intervalos - pequenos e em trânsito - desdobra-se em telefonemas. Retribui as mensagens que caem às dezenas cada vez que desliga o telemóvel. Foram 72, quando parou o telefone para ser entrevistado na TVI por Constança Cunha e Sá. Entre a sede da Fenprof e a RTP vai uma distância de 10 minutos. No total: 12 chamadas não atendidas e 24 mensagens recebidas.

É assim há muito tempo. "Tem uma enorme capacidade de trabalho", diz Rosa Medeiros, há 30 anos secretária da Fenprof e há ano e meio a seguir o novo secretário-geral. Recusa assessores de imprensa e Rosa só filtra algumas chamadas. "É muito acessível. Dá o número de telemóvel a toda a gente e trata dos assuntos directamente". Começa cedo e acaba tarde, sempre a atender telefonemas, mandar "e-mails", combinar "aparições" nos media.

"Temos uma grande desvantagem em relação ao Governo, quando queremos passar a mensagem", diz Mário Nogueira. A fórmula para tornear este problema aprendeu-a, em Coimbra, no Sindicato dos Professores do Centro, onde fez o tirocínio sindical inteirinho. Farto de convocar conferências de imprensa com audiência zero, passou a seguir cada governante que pusesse o pé no concelho. "Os ministros traziam sempre a comunicação social atrás. Só precisávamos de a aproveitar". Chegavam antes, juntavam meia dúzia de cartazes e propunham-se entregar documentos ao ministro ou secretário de Estado que lhes calhasse na rifa. Tiro certeiro. Os jornalistas aproximavam-se e ganhavam tempo de antena.

Percebeu os pequenos truques, as frases curtas e directas, o tom desabrido que resulta sempre perante as câmaras. O palco mediático tornou-o conhecido demais para que Guterres, Marçal Grilo , José Manuel Canavarro ou Diogo Feyo o pudessem ignorar. Na lógica de "se não o podes abater, junta-te a ele", Mário Nogueira passou a fazer parte das agendas dos governantes. António Guterres cumprimentava-o mal punha o pé fora do carro, em qualquer visita à região Centro. "Onde está o Mário Nogueira?", perguntava, e lá resolvia o assunto dando ao adversário cinco minutos de fama na televisão. Sem mais danos colaterais."

Jornal Expresso - hoje.

 



publicado por notasdeabrantes às 18:46 | link do post | comentar | favorito

"Confesso que não entendo a estratégia de comunicação desta direcção." 

Marco António, líder do PSD-Porto. Jornal Expresso - hoje.



publicado por notasdeabrantes às 18:41 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

"Em política, não basta ter razão. Nem ter boas ideias. É preciso também saber exprimi-las. Nos tempos que correm, esta característica é indissociável do sucesso político. Repare-se no caso de Barack Obama: conquistou a presidência dos Estados Unidos após um percurso de quase dois anos em que permaneceu imune aos lapsos verbais que em escassos momentos podem arruinar uma reputação política. Sem esse cuidado com as palavras, e com o possível efeito letal que produzem, o senador de Ilinóis não teria conseguido a proeza histórica alcançada a 4 de Novembro com o voto de 62 milhões de pessoas.

Ferreira Leite devia analisar atentamente o percurso de Obama. Desde que chegou à liderança do PSD, há seis meses, cometeu demasiados erros de comunicação. Calou-se quando devia falar, pronunciou-se sobre temas laterais que só causaram ruído público.

Ontem foi um pouco mais longe, com uma infeliz declaração em que, ironicamente, admitia a suspensão da democracia por seis meses como condição para concretizar reformas. Como é óbvio, ninguém acredita que Ferreira Leite acredite no que estava a dizer. Ela estava, como provam algumas gargalhadas na sala, a ironizar. Mas, precisamente, a ironia é das mais difíceis armas discursivas. E a líder do PSD não a soube usar. A frase foi logo tomada pelo seu valor facial e agitou o mundo político ontem à tarde.

E, deste modo, Manuela Ferreira Leite, que nunca teve vida fácil no PSD desde que foi eleita, há escassos seis meses, conseguiu tornar ainda mas difícil a complexa tarefa de congregar as suas hostes."

Editorial do DN - hoje.

 

A comunicação, nas empresa como nos partidos, é fundamental para partilhar ideias, delinear objectivos e, assim, congregar vontades.

Como diz o Editorial, de que nos vale uma boa ideia, se não a conseguimos transmitir (interna ou externamente - nas empresas ou nos partidos)?

Hoje, a comunicação ultrapassa a velocidade com que as empresas (ou partidos) se movem. É, por isso, vital acompanhar esse ritmo.

 

Voltando a Ferreira Leite, e se enquanto algumas empresas não têm um apoio adequado nesta área (felizmente são cada vez menos), o que espanta é que, no seu caso, esse apoio até existe.

Se assim é, estaremos perante uma teimosia da líder, ou uma infeliz sucessão de lapsos comunicacionais, que só têm o peso que parecem ter, porque se concentram na mesma pessoa?  

 

 

 



publicado por notasdeabrantes às 21:04 | link do post | comentar | favorito

Domingo, 16 de Novembro de 2008

A frase da semana, quanto a mim, deve ser atribuída a Ferreira Leite, líder do PSD: "não pode ser a Comunicação Social a seleccionar aquilo que transmite".

 

Recuemos umas semanas atrás e...

"Sendo eu um defensor da liberdade de expressão e da opinião..."

"Se for eleito, a imprensa regional vai poder criticar (...). As pessoas vão ter a liberdade de exprimir as suas opiniões (...)."

Quem fala assim é Santana-Maia Leonardo, o candidato social-democrata em Abrantes (ver entrevista ao Jornal A Barca - edição de Novembro).

 

Confuso, não é?

O que pensa o candidato das palavras de Ferreira Leite? Também ele é apoiante do conceito de liberdade condicionada? De uma espécie de "sim, mas..."?



publicado por notasdeabrantes às 17:13 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Já é possível reter algumas ideias do candidato Santana-Maia Leonardo.

 

Da entrevista ao jornal A Barca (edição de Novembro), destaco duas.

A primeira "reza assim": "O fundamental para o desenvolvimento de qualquer país não é fazer obras, é ter gente com sentido crítico, com opiniões próprias. Os países desenvolvem-se com pessoas que pensam com a sua cabeça não é com museus, nem com pontes, nem com estradas...". O candidato social-democrata interiorizou bem o apelo de Ferreira Leite (ver post anterior).

 

A segunda ideia, quase no fim da entrevista, pode marcar (quanto a mim negativamente), o perfil da candidatura: "...verifico que a maior parte das pessoas de esquerda é hipócrita, são pessoas que gostam de viver à grande à custa do povo, mas andam sempre com o povo na boca, isto irrita-me solenemente." Para um concelho, cuja história eleitoral tem mostrado uma matriz de esquerda, convenhamos não ser a melhor forma de iniciar esta campanha.

 

A eleição recente de Obama, mostrou que é possível disputar uma eleição pela positiva, sem grandes ataques ao adversário, sem fomentar divisões. Saibamos, todos, aprender com as experiências dos outros...



publicado por notasdeabrantes às 19:14 | link do post | comentar | favorito

Domingo, 2 de Novembro de 2008

Santana-Maia Leonardo, o candidato social-democrata às autárquicas em Abrantes, já deve saber.

Segundo o Diário de Notícias de sexta-feira, Manuela Ferreira Leite apelou aos autarcas do seu partido, para que façam em 2009 uma campanha baseada nas questões sociais, mais do que noutras questões (obras públicas, p.ex.).

Vamos aguardar com expectativa, a materialização deste desejo, no registo de campanha em Abrantes.



publicado por notasdeabrantes às 22:21 | link do post | comentar | favorito

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