Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

1ª etapa - Conhecer a casa

 

Os candidatos (já conhecidos) sabem com quem contar internamente?

Internamente estarão todos genuinamente empenhados ou, pelo contrário, estarão estrategicamente interessados?

 

2ª etapa - Meio envolvente

 

Os candidatos (já conhecidos) conhecem o meio envolvente - leia-se concelho? As suas potencialidades? As carências?

 

3ª etapa - Concorrência

 

Pontos fortes e fracos dos adversários (já conhecidos e potenciais).

Conhecer os adversários permite antecipar cenários e reagir com maior rapidez.

 

4ª etapa - Mercado

 

Como tem sido o comportamento eleitoral dos eleitores em eleições anteriores?

Que factos ocorreram nos últimos meses, que possam originar oportunidades ou ameaças em algumas freguesias?

Que imagem têm alguns presidentes de Junta de Freguesia? Existe desgaste? Alguns não se vão recandidatar?

 

5ª etapa - Análise SWOT

 

No meio empresarial, a análise SWOT permite identificar riscos, ameças, vantagens, oportunidades.

Passando pelas etapas anteriores, os candidatos já deverão ter noção desses aspectos.

 

6ª etapa - Como se apresentar ao eleitorado

 

Após ter anunciado publicamente a sua candidatura, qualquer candidato vê redobrada a atenção que recai sobre si.

O que fizer, para o futuro, contará. Além do seu passado, obviamente.

 

Como se posicionar é o desafio.

O que fizer, o que disser, onde estiver - tudo vai ser escrutinado. Servirá para aclarar a opinião dos eleitores.

O que decidir fazer e dizer, marcará o seu posicionamento eleitoral.

Esse posicionamento deverá ser claro e permitir a comparação com os adversários.

É isso que marcará a diferença.

 

7ª etapa - O Plano de Acção

 

O pior que pode acontecer a um candidato é passar a imagem que anda à deriva. Sem plano.

Ou, pior ainda, que no seu plano cabe tudo.

O excesso de intervenção, por vezes sobre assuntos de menor importância, não é benéfico.

Delinie o que pretende transmitir.

Priorize.

Seja claro. Mais valem poucas propostas, mas importantes (sobretudo claras), do que muitas e atabalhoadas.

 

Volto atrás para reforçar: não cair na tentação de falar de tudo, deve ser o ponto de honra.

Fixe objectivos: hierárquizáveis, realistas, mensuráveis, calendarizáveis.

Que posição pretende atingir?

Seja realista e monte a estratégia à sua dimensão e ao que pode alcançar. Um passo maior do que a perna, dá queda.

 

Segmente o eleitorado. A escolha pode ser na concentração ou na diferenciação (prefiro a primeira, como já disse).

Na concentração, o foco estará num ou em poucos segmentos do eleitorado (isso explica que não seja preciso apostar na campanha em todas as freguesias com a mesma intensidade).

Na diferenciação, o candidato tem propostas para satisfazer as necessidades de todos os segmentos. Aqui, a intensidade empregue na explicação de cada proposta é menor do que se escolher a concentração.

 

O Plano de Acção do candidato não deve viver sem ferramentas de controlo, que permitam, em tempo útil, avaliar a estratégia e corrigir eventuais desvios.

A campanha é, em teoria, dinâmica e pode exigir algumas correcções, fruto de factores internos ou externos à candidatura.

Os eventuais acertos não devem significar alterações de rota.

Não transfigure o seu plano. Em pânico, é sempre mais fácil que isso suceda. Mas é fatal.

 

Finalizo. A forma como o candidato se mostrará aos eleitores (posicionamento), deve ser verdadeira, pertinente e sustentável no tempo. Não vale a pena pôr uma máscara.

Seja o que é.

 

Nota: a restante equipa é uma extensão (no bom sentido) do candidato. Com as mesmas responsabilidades. O que fizer afectará o cabeça de lista. Para o bem e para o mal.

 

E em Abrantes?

 

Fica para amanhã.



publicado por notasdeabrantes às 22:18 | link do post | comentar | favorito

1 comentário:
De tz a 17 de Fevereiro de 2009 às 01:44
E se fizerem tudo certinho dá coisas assim http://www.pp.es/ , variadas... http://www.psoe.es/ambito/vicesecretariageneral/news/index.do?action=View&id=208513 ?

Acho que seria preciso, quanto antes, que aparecessem programas onde se possa ler muitas propostas como esta:"- Constituir parceria de apoio à instalação de relvados sintéticos nos parques desportivos do “TSU” em Tramagal e de “Os Dragões” em Alferrarede (CMA, Clubes, IDP)" (http://www.psgaleriafotografica.blogspot.com/), para o "mercado" analisar, para conferirmos.


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