Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

"O apoio aos candidatos é uma tradição que se perde na história da imprensa americana, onde muitos jornais nasceram dentro da esfera de influência partidária. Já em 1860, Abraham Lincoln recebia o apoio entusiástico do Chicago Tribune e da Atlantic Monthly, revista abolicionista fundada três anos antes e que previa que o republicano conseguiria apaziguar as divisões no país e evitar uma guerra civil.

O apoio é decidido pelo conselho editorial do jornal, estrutura independente da redacção e que é responsável pelas páginas de opinião. O endorsement, apesar de vincular todo o jornal, não tem reflexos na cobertura que os jornalistas fazem da campanha, mas esta separação não é evidente para todos os leitores, o que tem levado vários jornalistas a pedirem o fim desta política.

Há mesmo jornais, como o USA Today, o único com distribuição nacional e o mais lido do país, que defendem o fim desta prática. Contudo, o jornalista e ex-director de O Independente Miguel Esteves Cardoso apoia a tradição anglo-saxónica de se ser claro naquilo que se defende, de se fazer "uma declaração de interesses antes de se defender uma coisa". "Os jornais americanos estão a ser honestos, mais do que a dar uma indicação de voto".

 

Público, dia 24 de Outubro



publicado por notasdeabrantes às 20:10 | link do post | comentar | favorito

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