Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

"Em política, não basta ter razão. Nem ter boas ideias. É preciso também saber exprimi-las. Nos tempos que correm, esta característica é indissociável do sucesso político. Repare-se no caso de Barack Obama: conquistou a presidência dos Estados Unidos após um percurso de quase dois anos em que permaneceu imune aos lapsos verbais que em escassos momentos podem arruinar uma reputação política. Sem esse cuidado com as palavras, e com o possível efeito letal que produzem, o senador de Ilinóis não teria conseguido a proeza histórica alcançada a 4 de Novembro com o voto de 62 milhões de pessoas.

Ferreira Leite devia analisar atentamente o percurso de Obama. Desde que chegou à liderança do PSD, há seis meses, cometeu demasiados erros de comunicação. Calou-se quando devia falar, pronunciou-se sobre temas laterais que só causaram ruído público.

Ontem foi um pouco mais longe, com uma infeliz declaração em que, ironicamente, admitia a suspensão da democracia por seis meses como condição para concretizar reformas. Como é óbvio, ninguém acredita que Ferreira Leite acredite no que estava a dizer. Ela estava, como provam algumas gargalhadas na sala, a ironizar. Mas, precisamente, a ironia é das mais difíceis armas discursivas. E a líder do PSD não a soube usar. A frase foi logo tomada pelo seu valor facial e agitou o mundo político ontem à tarde.

E, deste modo, Manuela Ferreira Leite, que nunca teve vida fácil no PSD desde que foi eleita, há escassos seis meses, conseguiu tornar ainda mas difícil a complexa tarefa de congregar as suas hostes."

Editorial do DN - hoje.

 

A comunicação, nas empresa como nos partidos, é fundamental para partilhar ideias, delinear objectivos e, assim, congregar vontades.

Como diz o Editorial, de que nos vale uma boa ideia, se não a conseguimos transmitir (interna ou externamente - nas empresas ou nos partidos)?

Hoje, a comunicação ultrapassa a velocidade com que as empresas (ou partidos) se movem. É, por isso, vital acompanhar esse ritmo.

 

Voltando a Ferreira Leite, e se enquanto algumas empresas não têm um apoio adequado nesta área (felizmente são cada vez menos), o que espanta é que, no seu caso, esse apoio até existe.

Se assim é, estaremos perante uma teimosia da líder, ou uma infeliz sucessão de lapsos comunicacionais, que só têm o peso que parecem ter, porque se concentram na mesma pessoa?  

 

 

 



publicado por notasdeabrantes às 21:04 | link do post | comentar | favorito

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