Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Nelson de Carvalho, presidente da autarquia abrantina, deu uma entrevista de fundo ao jornal Primeira Linha, por ocasião dos 15 anos de poder socialista em Abrantes.

 

Mais do que a síntese da entrevista, o que se transcreve a seguir, tem o peso certo de quem tem que apontar ao futuro, mas com 15 anos de histórico:

"Importa evocar os percursos e o que se fez, mas na justa medida em que temos de ter diante de nós a consciência do que está por fazer. Se durante 15 anos o PS foi em Abrantes, de modo muito assertivo, responsável pela gestão do município e fez o que fez, tem de encontrar nesse passado a inspiração para se re-projectar permanentemente no futuro, para reconstruir projectos e protagonistas de modo a reforçar a responsabilidade que tem perante a comunidade e para ter razões para continuar a pedir a confiança que tem gozado junto dos abrantinos."

 

"O que está por fazer", "re-projectar", "reconstruir projectos e protagonistas" são, pois, olhares em frente; q.b., para esta altura. Falta, mais à frente, materializar esta postura no suplemento vitamínico necessário, capaz de justificar uma nova motivação na equipa (seja ela qual for).

 

Mais duas notas:

- A governação social-democrata na autarquia foi "absolutamente desastrosa";

- "O PS vai continuar a apostar no planeamento estratégico e a apresentar uma visão de futuro para o concelho, traduzindo-a, na Câmara, pela elaboração dos documentos necessários, seja através do Plano Municipal de Ordenamento do Território, do Plano Estratégico da Cidade, da Agenda Local 21 ou do Plano Estratégico de Marketing Territorial, único no País. Estes são documentos importantes para uma autarquia que sabe o que quer e que sabe para onde vai."

 

Passo à frente da primeira nota. É política pura e ainda é cedo para essa matéria.

Relativamente à segunda, importa referir que sou adepto do planeamento, por oposição ao "navegar à vista".

Contudo, o planeamento impõe uma grande eficácia na comunicação.

Com maior frequência é preciso explicar as não evidências, ou seja, que aquilo que se semeia agora, não pode ser colhido no imediato. Que aquilo que fazemos agora (todos), é a base para os nossos filhos. Que os resultados não são para já. Que não estamos a trabalhar para nós!

A tal "listeca de obras" de que fala Nelson de Carvalho, por oposição ao planeamento é, quiçá, o caminho mais curto (e o mais popular), mas não é de todo o melhor caminho.

 

Acho, por isso, que o que estará em jogo nas próximas eleições autárquicas, também é o julgamento da comunicação.

 

Se parte do que se faz não é para agora, terá sido:

1º - comunicado?

2º - bem comunicado?

3º - com envolvimento dos principais interessados (são eles, sempre, os principais porta-vozes das medidas de médio/longo prazo)?

4º - sistematicamente monitorizado?

5º - re-comunicado, caso existam novos dados?

 

Os eleitores votarão com base na percepção que foram formando.

O dever de informação, de prestar contas, sempre foi apreciado!

 

Se a comunicação foi eficaz, irá certamente atenuar uma campanha que se irá centrar - não tenho dúvidas -, na dicotomia entre o planeamento, muitas vezes associado às obras, aos alicerces (médio/longo prazo) e as pessoas, o imediato, o urgente (curto prazo).

 

O momento da comunicação passa rápido e nunca volta atrás.

 



publicado por notasdeabrantes às 18:17 | link do post | comentar | favorito

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