Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Marcavam os relógios vinte horas e quinze minutos, quando o nosso Presidente da República, Cavaco Silva, falou ao país.

Podia ter sido às 14, 15, 16, 17 horas..., mas não foi. Cavaco Silva escolheu a hora que escolheu, porque sabe que precisa dos media.

Dando apenas passagem a Israel e ao Hamas (doutra forma, a sua comunicação seria logo a abrir as notícias da noite), o Presidente da República mostra, como sempre o fez enquanto político no activo, que a Comunicação Social não é desprezível.

Cavaco, sabe que não pode deixar de se sujeitar às regras da comunicação actuais. É certo que nunca como agora tivemos um Presidente tão na vanguarda das novas tecnologias. Mas daí até prescindir por completo das TVs para fazer passar a sua mensagem, ainda vai uma distância.

 

Por isso, não se compreendem certas manifestações de desprezo e de irascibilidade para com os media, vindas de alguns políticos ou partidos. Assim, como não se entendem os frequentes comentários pouco abonatórios para com as Agências de Comunicação.

Não sejamos ingénuos: todos precisam da Comunicação Social e talvez já todos tenham, nalgum momento, solicitado ajuda a uma Agência ou especialista em Comunicação.

 

As Agências ou Consultores, mais não fazem do que ajudar os políticos no relacionamento com os seus diversos públicos (onde se incluem os media). Discretos? Sim, sem dúvida. Poucas são as declarações de Fernando Lima, assessor de Cavaco para a Comunicação. Mas onde está Cavaco, ele está por trás. Faz o seu trabalho como poucos.

Utilizar os serviços das Agências de Comunicação (ou Consultores), não pode ser entendido como uma fraqueza. Cavaco Silva, experiente como é, sabe isso.

 

Os políticos precisam de passar mensagens. Ponto.

A Comunicação Social precisa das mensagens dos políticos. Ponto.

As Agências de Comunicação ajudam nesse relacionamento. Ponto.

São interesses distintos, mas que se cruzam.

 

Políticos e jornalistas precisam de se conhecer melhor. Isso leva tempo, é certo.

A aproximação tem que ser recíproca.

Com cedências de parte a parte, também é verdade.

 

Agora, por favor, não diabolizem a Comunicação Social! Nem tão pouco, diminuam o importante papel das Agências de Comunicação.

 

A seu tempo, voltaremos ao tema.

 



publicado por notasdeabrantes às 20:40 | link do post | comentar | favorito

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